29 de agosto de 2012

PS de Adelino Mendes


Adelino Mendes tem-se mantido à frente do PS de Pombal, com algumas interrupções, desde há cerca de 20 anos, ou seja, durante o mesmo período de tempo que Narciso Mota se tem mantido à frente da Câmara Municipal.
Terminado o mandato de Narciso Mota, Adelino Mendes irá levar o PS local a eleições sem quaisquer condições de disputar a vitória ou de obter um bom resultado, face à posição omissa, silenciosa e inócua revelada na sua actividade política e face ao afastamento da maior parte das “vozes” (militantes) mais críticas e interventivas.
Adelino Mendes, tendo, consequentemente, perdido a credibilidade política, irá enviar um “cordeiro” para o sacrifício ou encontrar um “paraquedista” famoso para atenuar os efeitos da derrota previamente anunciada.
Apesar de tudo, Adelino Mendes tem-se mantido no poder e até arregimentou cerca de 100 novos militantes para participar, através de outrem, nas eleições da Federação Distrital do PS, sendo mais um de tantos políticos activos que, como já dissemos anteriormente neste blog, “agarram” os partidos para poderem ser candidatos aos cargos políticos elegíveis e ou terem influência económica e social.
A Adelino Mendes resta justificar o fraco funcionamento do seu partido e o seu silêncio cúmplice ou o apoio ao executivo camarário. Resta também explicar como obteve emprego na Ambipombal, empresa que no seu início teve a Câmara Municipal como um dos seus principais clientes, e se Narciso Mota interferiu. É uma questão de credibilidade…

27 de agosto de 2012

Obras ilegais

A CMP, no lugar de ser a principal zeladora pelo correcto ordenamento do território e do bom uso do solo, é a principal prevaricadora. Viola a lei de forma propositada e reiterada, sem necessidade, sem razão (ás vezes por capricho) e contra a vontade das populações. A Pista de Aeromodelismo do Casalinho é, talvez, o exemplo mais chocante: um enorme atentado ambiental cometido em RAN e REN.

Construir uma pista em betão com 800 m de comprimento e 18m de largura, supostamente para a realização de um evento pontual – campeonato europeu de aremodelismo – é já por si, um acto de esbanjamento, mas fazê-lo numa zona nobre do concelho, protegida por lei, prefigura uma tal irresponsabilidade que, num país sério, deveria dar, no mínimo, perca de mandato.

Cometida a ilegalidade e sem grande utilidade para a coisa, Narciso Mota tem encetado a fuga para a frente: transformar a aberração numa coisa que pareça útil de forma a atenuar e justificar a ilegalidade. Posteriormente, aumentou a pista (e o esbanjamento) para 1000 m de comprimento de forma a adequá-la a aeronaves de combate a incêndios e promete aumentar ainda mais a pista, para 1200 m, na esperança de certificá-la como Aeródromo. E talvez o consiga! Infelizmente, as entidades públicas que deveriam defender a legalidade; atuam, muitas vezes, para mascarar ilegalidades, emitindo pareceres enviesados. E quem se deveria opor, cala-se.

Novo padre

Pombal vai ter um novo padre. E diferente. Tão diferente que até sabe dar musica. As coisas vão ficar, com certeza, mais alegres.

A Igreja é uma organização muito conservadora. No entanto, sabe que, de vez em quando, é preciso mudar, nomeadamente de pessoas.

Por cá mudou o comandante da guarda, muda o padre… A terra, apesar de tudo, move-se.

24 de agosto de 2012

Já chegámos às Meirinhas, parte II


“Erros e omissões” reduzem custo do estádio de Meirinhas para quase metade

A Câmara de Pombal aprovou um conjunto de “erros e omissões” no projecto de construção do estádio municipal de Meirinhas, o que faz reduzir o valor base da empreitada de 816 mil para cerca de 500 mil euros. O presidente da autarquia reafirma a importância daquele investimento para complemento da rede municipal de recintos desportivos.
A obra, que se encontra em fase de recepção de propostas, tem sido alvo de algumas críticas, tendo já levado Narciso Mota a enaltecer a sua “honestidade” para afirmar que “nunca fiz gestão danosa por onde passei”.
Logo que foi anunciada a abertura de concurso para a construção daquele estádio, as críticas começaram a surgir, essencialmente no blogue “Farpas Pombalinas”, com alguns bloguistas a questionar a prioridade daquele investimento. Paula Sofia Luz questiona “como é que a Câmara pretende explicar, a cada uma das colectividades e/ou juntas de freguesia do concelho, esta benesse à freguesia de Meirinhas”, questionando, também, se os 1775 habitantes da freguesia “não ficariam melhor servidos com outro tipo de infra-estruturas, entre as várias necessidades”.
De entre outros, José Gomes Fernandes, ex-líder da Concelhia do PSD de Pombal e antigo membro da Assembleia Municipal, considera aquela obra como “socialmente, um acto de esbanjamento e um insulto aos contribuintes” acrescentando que “é, na sua génese e nas suas consequências, um acto de ‘administração danosa’”.
Gomes Fernandes, que se incompatibilizou há alguns anos com Narciso Mota, diz não compreender o “silêncio cúmplice de vereadores e de membros da assembleia municipal que não cumprem o compromisso que assumiram com os eleitores”. “Também não se compreende a posição silenciosa e passiva de dirigentes partidários, que não cumprem os seus deveres políticos, nem da população em geral, que nada quer saber da forma como são gastos os dinheiros públicos”, diz.
Na quarta-feira, durante a reunião camarária, Narciso Mota reafirma que aquele equipamento irá “complementar” a rede de espaços desportivos geridos pelo Município e que “já são insuficientes para todas as solicitações”.
O presidente da Câmara refere que aquele estádio ficará dotado de um relvado sintético e balneários, à semelhança do que já acontece com outros campos de futebol do concelho, dando o exemplo de Mata Mourisca, Pelariga, Ilha e Moita do Boi, entre outros.
Segundo Narciso Mota o Município avança com a construção daquele estádio porque “há falta de bairrismo” na freguesia de onde é natural. Na opinião do autarca, “existem lá empresários que estariam disponíveis para apoiar a construção do estádio” mas “tanto a associação desportiva como a junta de freguesia disseram que não tinham condições para o fazer”.
Para o edil social-democrata, o estádio “ficará património do Município e poderá ser utilizado por outros clubes do concelho” sendo “gerido pelo respectivo pelouro do Desporto”.
Uma posição subscrita pelo socialista Adelino Mendes. O vereador é da opinião de que “nem todos os estádios municipais têm de estar localizados na sede do concelho” e reforça que “têm de ser criadas condições para que o futuro estádio seja utilizado por clubes de outras freguesias”.
Ao aprovar a lista de “erros e omissões”, Narciso Mota justifica que “houve necessidade de se proceder a ajustamentos ao projecto” até porque “o preço base foi considerado exorbitante”.

Luisão pouco capitão

A maior parte de nós (tele)viu as imagens do encontrão de Luisão ao árbitro alemão. Para os benfiquistas e jornalistas da mesma cor, o árbitro fez teatro e deveria ser punido, enquanto que o Luisão não agrediu e não deverá ser punido.
Quando (tele)vi as imagens, fiquei com a sensação de que o Luisão agrediu o árbitro com um encontrão e que o árbitro exagerou na queda. Depois, (tele)revendo as imagens em camara lenta, vi o árbitro a preparar-se para exibir um cartão a um jogador do benfica, o Luisão a fazer uma correria em direcção ao árbitro e a desferir-lhe um forte encontrão, o árbitro a ser apanhado de surpresa, o corpo do árbitro a ser projectado para trás e o pescoço do árbitro a dobrar com a sua cabeça a baixa e ir junto ou a tocar no ombro do Luisão por efeito da inércia. Conclui que o encontrão foi forte e feio e que o árbitro (apanhado de surpresa) poderá não ter exagerado na queda subsequente. Mesmo que o árbitro tivesse feito teatro na queda, tal atitude não limpava a responsabilidade do Luisão na agressão.
Mais grave do que o encontrão do Luisão é a cultura da estratégia de agressividade e de pressão exercida pelos jogadores de futebol dos vários clubes (uns mais que outros) sobre os árbitros. Mais grave ainda é a cultura dos dirigentes desportivos e dos jornalistas de desresponsabilizarem os actos de violência dos futebolistas. Tudo leva à violência generalizada no futebol.

20 de agosto de 2012

A subsídio-dependência no seu melhor

Uma associação da nossa terra requereu à CMP um subsídio para "fazer face às despesas com a aquisição de um lápide de inauguração para substituir a que se encontra danificada”. A CMP deliberou, por UNANIMIDADE (e sem comentários), atribuir um subsídio de 222,63 €.
A cultura da subsídio-dependência atingiu um tal despudor que já permite isto.

Abusos no estado social


Há dias, um empresário francês contou-me 2 exemplos de abusos no estado social da pátria de Victor Hugo.
1º caso: Um desempregado vai pedir emprego ao referido empresário. Em primeiro lugar diz-lhe o valor da remuneração que pretende auferir; em segundo lugar avisa que só poderá iniciar o trabalho depois das 9 horas e terá de terminar o trabalho antes das 17 horas, para ir levar e buscar os filhos à escola; em terceiro lugar pergunta então qual é o trabalho a desempenhar…
2º caso: Um desempregado foi pedir, a outro empresário amigo do empresário supra referido, para lhe assinar um documento em como lhe pediu emprego de motorista e ele não o empregou. O empresário disse que tinha emprego, mostrou-lhe um camião carregado de viaturas automóveis estacionado e disse-lhe que lhe daria emprego de motorista para aquele caimão. O desempregado disse ao empresário que apenas pretendida a assinatura em como não lhe podia dar emprego. Perante a insistência do empresário em dizer que tinha emprego, o desempregado disse-lhe que aceitava o emprego mas que na primeira rotunda o camião iria capotar carregado com todas aquelas viaturas automóveis. Então o empresário assinou os papéis em como não tinha emprego…

16 de agosto de 2012

E o PS, senhores?

Perante tão sepulcral silêncio (em relação a tudo o que se passa na terra), poderemos concluir que o Partido Socialista de Pombal...morreu?

15 de agosto de 2012

Nas notícias

Não basta ser, tem que se parecer, é o que se me oferece dizer. E que é tudo no plano da moral e não legal (sem saber todos os contornos que são possíveis neste caso, onde a GNR fez o que tinha de fazer e o MP não sei se fez, porque não sei o que foi pedido e como). 

Mas aguardo com mais curiosidade os comentários de Narciso Mota, guardião da moral e bons costumes, defensor intransigente da competência e do mérito, intrépido cavaleiro contra o desperdício e pela transparência.

13 de agosto de 2012

Ninguém está acima da lei


No passado dia 10-08-2012, cerca da 6 horas (madrugada), um vereador, conduzindo uma viatura automóvel nas Meirinhas, foi fiscalizado por uma patrulha da GNR. Efectuado o teste de despistagem de álcool no sangue, acusou uma taxa de 1,80, integradora de crime. Solicitado teste quantitativo, o vereador recusou, tendo sido detido por crime de desobediência. Notificado para comparecer pelas 10 horas no Tribunal de Pombal, para julgamento em processo sumário, o vereador faltou.
Moral da história, parece que o vereador, já repetente nestas aventuras, não aprende a lição. Mais importante, parece que a GNR de Pombal faz cumprir a lei por igual a todos os cidadãos, revelando actuação ainda não compreendida por alguns dos protagonistas da nossa terra mal habituados a outras facilidades e promiscuídas doutros tempos ainda próximos.
A coragem dos elementos da GNR de Pombal, revelada no cumprimento dos seus deveres, transmite segurança e confiança aos cidadãos. Certamente que este funcionamento correcto e digno daquela força de segurança está ancorado nas orientações, consciência do dever e dignidade do seu comandante, que não conheço.
Falta agora, vir o PC mostrar a sua falta de responsabilidade politica e institucional e falta de ética, censurando mais uma vez as forças de segurança por cumprirem o seu dever e defendendo mais uma vez a actuação do seu vereador..

A presidenta

Até há pouco tempo, Narciso Mota exerceu o poder de forma autoritária e muito centralizada (e foi várias vezes criticado por isso). Aboliu, até, a figura do vice-presidente.

Mas nos últimos tempos a coisa mudou: passou a delegar. E tem delegado tanto que, na estrutura, emergiu uma “presidenta”.
Percebe-se, agora, que não delegava por ser avesso à delegação, mas porque não reconhecia atributos, para tal, nas pessoas que o rodeavam.

Descobriu-os, finalmente!

8 de agosto de 2012

Qualidade alimentar e fiscalização na UE


Na semana passada, alguém esteve em Sète, na costa mediterrânea da França, bastante concorrida por turistas nesta época.
Na terça-feira, foram a um café na principal, marginal a um canal. No interior, o proprietário mantinha 2 cães de companhia. Depois de acariciar os cães, o proprietário servia os pequenos almoços, onde estavam incluídos croissants, sem previamente lavar as mãos e sem usar luvas. Que vontade de chamar a ASAE para fechar o café…
Na quarta-feira, foram a outro café na mesma rua. O proprietário não mantinha cães no interior, mas também manuseava os croissants com as mãos, sem previamente as lavar e sem usar luvas.
Estes factos fizeram-me lembrar uma padaria na Suíça, nos arredores de Lausanne, onde, em Agosto de 2010, os mesmos portugueses viram os “indígenas” suíços (mais velhos) a verificarem a qualidade do pão, pegando-o com as mãos e recolocando-o no cesto donde o haviam retirado.
Podemos ser pobres e um pouco indisciplinados, mas não temos um grau de civilização inferior aos dos países ricos nem somos porcos…
Talvez as regras sobre a higiene e qualidade alimentar tenham sido aprovadas pelos países ricos da EU para obrigar apenas os países pobres….

Idiossincrasias

Está em consulta pública o regulamento do conselho municipal da juventude. É um emaranhado de burocracia para coisa nenhuma. Mais um exemplar desta idiossincrasia local (e nacional): fazer alguma coisa para mostrar que não se está parado.
Quem é que no seu perfeito juízo perderá o seu tempo a participar naquilo?

Ainda a ocultação das actas

A leitura das actas das reuniões do executivo esclarece-nos bastante sobre os meandros da política pombalense. A constatação mais imediata é que as decisões são tomadas, sistematicamente, por UNANIMIDADE, e sem discussão.
Logo, pergunta-se: quem beneficia mais com a ocultação das actas? O poder ou a oposição?