23 de novembro de 2011

Políticos da ADSICÓ viajam a Cabo Verde

A associação ADSICÓ, onde estão integrados os municípios de Pombal, Alvaiázere, Ansião, Condeixa-A-Velha, Penela e Soure, enviou, a Cabo Verde, uma comitiva composta por algumas “personalidades” da região de Terras de Sicó, designadamente por representantes dos referidos municípios e das escolas profissionais e por outros cidadãos.

Consta que a ADSICÓ pagou as viagens dos políticos, tais como a do Presidente da Câmara Municipal de Pombal, Narciso Mota, enquanto que as escolas profissionais, como por exemplo a ETAP, pagaram as viagens dos seus representantes, tais como a Srª Ana Pedro. Também consta, menos, que Cabo Verde pagou as viagens, o que não parece crível.

Curiosamente, ao que consta, todos os referidos municípios, com excepção de Pombal, têm quotas em dívida na ADSICÓ. Também curiosamente, consta que coube ao cidadão João Vila Verde, enquanto funcionário da ADSICÓ, a organização da viagem.

João Vila Verde não nos surpreende, uma vez que continua coerente com aquilo que nos habituou quando organizou as festas do bodo: grandes gastos em actividades lúdicas sem qualquer utilidade para a comunidade que paga os custos. Já nos surpreendem outros, hipócritas, que tanto falam de “Frei Tomás”, que insultam quem manifesta opinião diferente e que utilizam Vila Verde para dar a cara nestes eventos. Aguardam-se outras iniciativas de João Vila Verde, tais como a pensada viagem a S. Tomé e Príncipe.

Numa época de crise, de ruína financeira, de sofrimento, de dificuldades e de pedido de sacrifícios aos cidadãos, estes indivíduos viajantes terão de esclarecer rapidamente quanto pagou a ADSICÓ e as escolas profissionais, nomeadamente à ETAP. O silêncio também será resposta.

21 de novembro de 2011

Acabou-se a mama

Os sociais democratas de Leiria conseguiram fazer aprovar a suspensão do apoio camarário à MAMA, Magna Associação de Madeirenses e Açorianos, alegando que a maioria das actividades promovidas por esta associação de estudantes do Instituto Politécnico de Leira consiste em almoços e jantares. E em Pombal, pergunto eu, onde o subsídio dado a ADEPES, Associação de Estudantes Pombalenses no Ensino Superior, só para dar um exemplo, é três vezes superior, não se faz nada? É que, ou eu ando muito distraído ou não vejo como é que os nossos jovens universitários, para além de uma ou outra iniciativa esporádica, justificam os 1500 euros que recebem todos os anos da autarquia.

20 de novembro de 2011

Empresas municipais, novamente

Em http://dre.pt/pdf1sdip/2011/11/21900/0486004862.pdf foi publicada a Lei n.º 55/2011 de 15 de Novembro, que “procede à terceira alteração à Lei n.º 53 -F/2006, de 29 de Dezembro, que estabelece o regime jurídico do sector empresarial local, e suspende a possibilidade de criação de novas empresas.”

No artigo 1.º consta que “a presente lei estabelece regras imperativas de transparência e informação no funcionamento do sector empresarial local e suspende a criação de novas empresas municipais, intermunicipais e metropolitanas, bem como a aquisição de participações sociais por estas”.

De entre tais regras, destacamos as fixadas no artigo 27º-A da lei 53 -F/2006 (aditado pela lei 55/2011):
“Obrigação de informação
As empresas mantêm permanentemente actualizada na sua página da Internet as seguintes informações:
a) Contrato de sociedade e estatutos;
b) Estrutura do capital social;
c) Identidade dos membros dos órgãos sociais e respectiva nota curricular;
d) Remunerações totais, fixas e variáveis, auferidas por cada membro dos órgãos sociais;
e) Número de trabalhadores desagregado segundo a modalidade de vinculação;
f) Planos de actividades anuais e plurianuais;
g) Planos de investimentos anuais e plurianuais;
h) Orçamento anual;
i) Documentos de prestação anual de contas, designadamente o relatório anual do órgão de administração, o balanço, a demonstração de resultados e o parecer do órgão de fiscalização;
j) As participações sociais detidas.»

Ficaremos a aguardar que as empresas municipais de Pombal publiquem estes elementos, para nós conhecermos melhor a sua forma de funcionamento, sobretudo como gastam o produto dos nossos impostos.
Agora, quando alguém, nalguma Assembleia Municipal, questionar os gastos da ETAP, Rodrigues Marques já não poderá defender a ocultação dos dados dizendo a berrar: “retrate-se”…

17 de novembro de 2011

Habemus Praeses


Afinal, a escolha do primeiro presidente do concelho de administração do Centro Hospitalar Leiria-Pombal acabou por recair em Hélder Roque. E esperámos nós sete meses e meio para isto! Na sua equipa estão várias personalidades com ligação a Pombal - João Carreira Coucelo (director clínico), Maria Emília Fernandes Fael (enfermeira-directora), Licínio Carvalho (vogal) - e ainda o gestor Francisco Velez Roxo (vogal).

15 de novembro de 2011

Mudam-se os tempos, não as vontades

O ministro garante que até ao final do mês vai nomear o director do Hospital Leiria-Pombal. Se a dita nomeação parir a 1 de Dezembro acontece, pelo menos, com 8 meses de atraso.

O que mais me incomoda nesta situação é o motivo do atraso. Como o director do hospital é um cargo de confiança política, foi preciso parar todo o processo para o novo ministro poder tomar posse, se inteirar da situação e, por fim, decidir qual dos seus correligionários está em condições de assumir tão importante tarefa. Se outro exemplo não houvesse, bastava este para se perceber como a confiança política gera ineficiência e pode criar "grandes dificuldades em termos administrativos e em termos económico-financeiros".

Enquanto pensarmos desta maneira, não há país que resista. Encehmos a boca com o discurso do mérito, mas insistimos na cultura dos "boys". E o novo governo não dá mostras de querer alterar o statu quo.

14 de novembro de 2011

Letras de ouro

Professores e alunos da Escola Secundária de Pombal atribuiram recentemente o prémio Marquês de Ouro ao escritor Mário de Carvalho. Uma bela iniciativa a distinguir um excelente escritor e que mostra que, em Pombal, ainda há quem não confunda o género humano com o Manuel Germano.

De ouro é também o novo romance de Paulo Moreiras que vai ser apresentado na próxima sexta-feira, dia 18, pelas 21h30, na incontornável K de Livro. Quem tem acompanhado a obra deste escritor radicado no concelho só pode esperar o melhor do seu "O Ouro dos Corcundas".

Oportunidades...

Diz Cavaco: “Portugal, como os EUA, é uma terra de oportunidades”.
Depois de se recusar a perfilhar o "monstro", o que achar deste assomo, quase socrático, de procurar vender Portugal lá fora? Entre o momento de stand up e a observação política nacional e local, direi que sua Excia o PR tem razão.- É uma terra de oportunidades, mas apenas para alguns: os que não têm espinha, os que bajulam o poder, o que o usam em proveito próprio, os que se comportam como donos da res publica, enfim, todos os que beneficiam e mantêm, em vários tons, a rede onde estão cozidos os seus interesses.

12 de novembro de 2011

O futebolista Eusébio

Na capa da revista Única (do jornal Expresso) de hoje, dia 12-11-2011, é transcrita uma frase atribuída a Eusébio, com o seguinte teor: “não gosto do Sporting. No meu bairro era o clube da elite, da polícia e dos racistas”.
Estranhei que Eusébio, uma pessoa que aparenta ser humilde e não ter “maldade”, tivesse revelado esta sua opinião e só na sua velhice, até porque ele e o Benfica, tal como Amália, foram utilizados como símbolos do Estado Novo.
Porém, conhecendo o jogo de entrevistas encomendadas por “agentes” (ou dirigentes) desportivos a jornalistas sem isenção e comprometidos com interesses, bem sei que estes escolhem os entrevistados para, muitas vezes, os manipularem e fazerem passar determinada mensagem, induzindo-os a dizerem o que não pretendem ou dando relevância a deslizes.
Com a aproximação do jogo de Futebol Benfica/Sporting, melhor se compreende a “encomenda” da entrevista (e do conteúdo), uma vez que os dois clubes estão separados na classificação por um ponto e o Sporting está em recuperação e o Benfica em desaceleração.
As provocações, as tentativas de desestabilização e a guerra de emoções já começaram.
Vamos ver como reage o adversário.
O futebol apenas isto: espectáculo e emoções…

11 de novembro de 2011

Hoje há medalhas

A austeridade chegou à Câmara.
Este ano não há medalhas de ouro. Só de prata e bronze. E lata.
Há três figuras distinguidas com a medalha de mérito municipal: os irmãos Valentim e Celeste Rodrigues, ambos missionários, naturais de Vermoil, mais Manuel da Silva Domingues, de Almagreira.
Depois há o mérito cultural da Cooperativa de Cestinhos da Ilha, e o mérito desportivo do guarda-redes Mika e das meninas do NDAP.
Há o mérito industrial de uma fábrica de Albergaria (Diamantino Malho e Compª Lda) e do grupo Lusiaves, do meirinhense Avelino Gaspar.
E há ainda o mérito de comércio e serviços da Palace Kiay, do também meirinhense Jorge Duarte.
E pronto, está feita a festa.
A parte da lata acontece depois da sessão solene da Câmara, quando então se inaugurar a recuperação da Ponte D. Maria. Aquela que abriu para as festas do Bodo, mas que afinal só agora está pronta.

8 de novembro de 2011

Da festa ao pesadelo

Após o 25 de Abril, tudo parecia fácil:
- as melhores empresas foram nacionalizadas “a bem do povo”;
- consagraram-se direitos adquiridos e cada vez mais direitos e menos deveres.

Depois da 1ª festa, alguns tentaram organizar e racionalizar o funcionamento da economia:
- passou-se à privatização de parte das empresas antes nacionalizadas, apesar da actuação das “forças de bloqueio”;
- tentou-se alterar as leis do trabalho, tornando-as mais flexíveis e semelhantes às de outros países evoluídos e competitivos.

O máximo que se conseguiu foi a sistematização da abundante e extravagante legislação laboral num código do trabalho.
Entretanto as empresas estrangeiras, desiludias, deslocalizaram-se para os países de leste.

Ao longo da duração das várias “festas”, a cultura do facilitismo e da desresponsabilização instalou-se:
- os cidadãos pretendiam cada vez mais direitos e cada vez menos deveres;
- a cultura do hedonismo levou a valorizar-se (muito) mais o tempo passado na ociosidade do que o passado a trabalhar;
- os cidadãos foram-se se endividando cada vez mais;
- o estado era o pai e a mãe protectores, o que tudo deveria dar aos cidadãos, e foi assumindo cada vez mais funções e admitindo cada vez mais funcionários;
- os empresários e os trabalhadores do sector privado foram diminuindo de número;
- consequentemente, foi sendo reduzido o número de contribuintes fiscais efectivos e aumentando o número de cidadãos a consumir o produto dos impostos;
- a despesa pública foi aumentado e o estado foi-se endividando para pagar aos seus cidadãos;
- a economia do país tornou-se cada vez menos competitiva e consumir produtos importados tornou-se cada vez mais fácil e, aparentemente, mais barato.

Finalmente tocou a campainha de alarme. Mas alguns fazem de conta que não ouvem e continuam a falar de direitos e a omitir os deveres e fechando os olhos à evolução do mundo:
- o nosso nível de vida foi baixando, enquanto nalguns países com economias ditas “emergentes”, como na China, o nível de vida e os custos de produção foram subindo;
- algumas empresas, que se deslocalizaram do ocidente para a China, estão a regressar dando a aparência de que os pratos da balança se estão a equilibrar;
- mas a Índia parece querer substituir a China na mão-de-obra barata e em qualificação.

Ao ocidente e a Portugal só resta baixar o nível de vida e os custos de produção, inclusive do trabalho, e esperar não atingir a “falência” a curto prazo e que os custos de produção subam nas economias emergentes para equilíbrio dos “pratos da balança”.
Depois das festas, há que trabalhar mais, muito mais, e gastar menos, muito menos e esperar sobreviver.

6 de novembro de 2011

Um benemérito

Manuel Domingues, ilustre pensador pombalense, decidiu publicar em livro as suas brilhantes crónicas no O Correio de Pombal e oferecer as receitas do livro a três instituições sociais: Bombeiros Voluntários, a Santa Casa da Misericórdia de Pombal e a Fundação Rotária Portuguesa.
Uma verdadeira taluda natalícia para as instituições presenteadas.

Por Terras de Almagra

Realizou-se, hoje, o IV Raid BTT Terras de Almagra. A prova foi um sucesso: muitos participantes (cerca de 500), boa organização (marcações, apoio, informação, …), bom almoço e preço reduzido (6 €). Até o tempo esteve bom. Tudo o que um bttista espera.
É deveras surpreendente que uma terra sem tradições na modalidade tenha conseguido em pouco tempo um nível tão elevado. O Pedro Murtinho e a sua vasta equipa estão de parabéns.

4 de novembro de 2011

Ora, então, isto poderá querer dizer...

Afinal, nas freguesias de Pombal não ficará tudo na mesma, a fazer fé no Jornal de Negócios. Segundo se vê aqui, a Freguesia das Meirinhas deixará de o ser. Manobra de iluminados, movimentações de charneira ou suprema ironia?

3 de novembro de 2011

Casamentos e divórcios

A 1 de Novembro de 2009 o Farpas anunciou com orgulho a aquisição de um novo farpeador: Nuno Gabriel Oliveira. Durante estes dois últimos anos pudemos assim contar com a sua sagacidade e sentido de humor, que trouxeram a este blogue frescura e juventude.


Como alguns de vós, provavelmente, repararam, o Farpas deixou de contar com o Nuno Gabriel entre os "da casa". Ficámos mais pobres e eu tenho muita pena que tal tenha acontecido. Os casamentos e divórcios acontecem todos os dias; não há nenhum dramatismo nesse aspecto. Mas, apesar da relação não ter dado certo, espero continuar a contar com o seu comentário às banalidades que aqui se forem publicando.