30 de abril de 2009

Fait diver

Rui Miranda e um “jornalista” da praça quiseram fazer de um aparte, perfeitamente normal, semelhante a outros que ocorrem frequentemente na AM ou na AR, dirigido a Narciso Mota e ao próprio, um caso, uma ofensa ao bom-nome.
Rui Miranda prestou-se ao fait-diver radiofónico. Ele gosta muito disto, fez-se de vítima, afirmou que se tinha sentido ofendido mas já tinha dado o caso por encerrado e aproveitou para divulgar que muitas pessoas lhe tinham manifestado apoio (as tais “palmadinhas nas costas”, o seu grande elixir).
No momento, Rui Miranda alegou defesa da honra, o que de certeza (e bem) lhe teria sido concedida. Poucos minutos depois abandonou a sessão. Fugiu ao confronto, mas tinha a obrigação de permanecer na sessão até final.
Aproveitará(ão), concerteza, a próxima reunião do executivo para fazer os tradicionais ataques pessoais, cobardes.

Defesa do Relatório de Gestão (RG)

O RG é tão fraco, tão fraco, que não mereceu grande defesa pela maioria na AM.
A tarefa ficou a cargo de Manuel Domingues e de António Carrasqueira (JF Abiúl).
Para avaliar o desempenho do executivo, Manuel Domingues socorreu-se das boas taxas de realização e do bom Prazo Médio de Pagamentos. A fraqueza dos argumentos não se deve, concerteza, a impreparação do defensor mas, seguramente, ao desempenho do executivo.
Mas, depois de fazer a (fraca) defesa do executivo, Manuel Domingues quis fazer uns bonitos e acabou a chutar para a própria baliza. Resultado? Dois auto-golos: pouco saneamento e excesso de subsídios. Chegou mesmo a propor um responsável ou uma equipa para controlar o desvario dos subsídios. A oposição dificilmente faria melhor e nunca seria mais eficaz na crítica.
António Carrasqueira, sem pedalada para aquele vendaval ofensivo foi um passador, subscreveu e reforçou os argumentos do PS
. Segundo ele, Narciso Mota tinha feito muita obra: arranjos, passeios, largos, asfaltagens, aberturas de caminhos, …). Era só ir ver em Abiúl.
Foi isto, sem mais palavras!

29 de abril de 2009

E assim nasce (mais) uma empresa

Os arautos da desgraça e os velhos do restelo que se rendam às evidências. Pombal é, decididamente, um caso sério e exemplar. E não é só nas lâmpadas. É nos iluminados. É na actividade empresarial, no empreendedorismo, e até na apetícel gestão do tempo - pois só assim se compreende que certos e determinados detentores de cargos de gestão municipal consigam encarnar a versão moderna (e fashion!) do homem dos sete instrumentos.
Anda a circular nos corredores noticiosos o nascimento de uma empresa dedicada ao "Fornecimento de serviços publicitários, incluindo actividades de consultoria, concepção e produção de material publicitário; Compra, venda, aluguer, importação, exportação e exploração de produtos e serviços publicitários, nomeadamente insufláveis; organização de eventos". Fixe, então, o nome: PUBLIFORMAT. Há quatro sócios nesta aposta empresarial, dois deles bem conhecidos na praça. Nada menos que João Vila Verde e Rui Benzinho, o administrador da Pombal Viva e o Director da Rádio Cardal. E esta?

28 de abril de 2009

O Relatório de Prestação de Contas 2008

Traduz fielmente o desempenho do executivo do PSD durante 2008 e é também o corolário do mandato. É tão pobre que nem os vereadores eleitos pelo PS o aprovaram.
Narciso Mota não realizou nenhuma obra relevante em 2008 e, no mandato, não resolveu nem atacou, de forma decisiva, nenhum dos problemas estruturais de Pombal.
E tem o descaramento de apresentar como grande bandeira da sua acção os “arranjos urbanísticos”.
Querem maior sinal de falhanço e esgotamento?
PS: Não é por falta de dinheiro (como disse e demonstrei na AM) que as obras estruturantes não avançam, é por incompetência ou porque as prioridades são outras.

E as medidas anti-crise

Nada. Só propaganda.
O meu camarada Adelino Mendes desafiou Narciso Mota a fazer um balanço da implementação das medidas, como prometido. Não saiu nada, disse que iam fazer…
Eis a apregoada gestão por objectivos no seu melhor!

27 de abril de 2009

Silêncios ensurdecedores (II)

O silêncio mais estranho, aquando da discussão das Festas do Bodo, foi o de Rodrigues Marques.
Honra lhe seja feita, Rodrigues Marques costuma ir a todas, nem sempre bem (mas isso agora pouco importa), surpreende, por isso, que se tenha calado!
Será porque o J. Vila Verde não lhe paga? A QUILATE é, só, a maior credora da PombalViva!

Sr. Presidente: isto é verdade?

Leio no editorial de O Correio de Pombal:
“(…) Podemos anunciar que a PombalViva já anulou os contratos publicitários agendados com o nosso jornal!! Uma medida “oportuna” se tivermos em conta que a prioridade, a partir de agora, será provavelmente a contenção de despesas ou, pelo menos, só de algumas”.
Quem anda ligado à Imprensa já conhece esta música de cor. Significa o uso de uma arma que, entidade pública que se preza, jamais devia empunhar. “Ou dão notícias a nosso gosto, ou não recebem a nossa publicidade”. A aplicação, na prática, do velho ditado: “olho por olho, dente por dente”.

Ó Paula Sofia, onde é que já vimos isto?
Senhor Presidente, explique lá isto. Diga-nos que houve um qualquer lapso e que O Correio de Pombal não deve ter entendido bem…


Alfredo A. Faustino

Política "sobe" ao altar...

A cerimónia da canonização de D. Nuno Álvares Pereira teve ontem (domingo) lugar em Roma. Natural, portanto, que a subida aos altares de um português, agora sob a designação de S. Nuno de Santa Maria, tenha sido objecto de dissertação nas homilias das missas nas igrejas do nosso país, para enaltecer a sua figura humanista (e de Homem Bom) que, para além de militar distinto, se destacou pelas suas preocupações em defesa dos mais pobres, colocando-se muitas vezes contra a nobreza (que combateu).
Isso, porém, não deveria ser motivo para, uma vez mais, a despropósito, “levar” a política ao altar. Como terá acontecido em Pombal.
Aproveitar a oportunidade para, a pretexto do elogio ao novo santo, dizer que Nuno de Santa Maria foi um governante (o que é falso) que deu tudo o que tinha aos pobres (na verdade despojou-se de todos os seus bens; mas distribuiu-os pelos seus descendentes, pelos seus soldados e pelos mais necessitados, assim irritando os nobres) e que baixou os impostos (pura mentira), o que não acontece agora, é entrar por uma via que supunha ultrapassada.
Espero que este tipo de homilias não venha a ter seguidores e que o pároco de Pombal não aproveite a época que aí vem, com três actos eleitorais, para seguir o exemplo daquele outro (neste mesmo concelho) que num passado não muito distante, do alto do altar, aconselhava os seus fiéis, a terem cuidado com o voto, lembrando que “a rosa tem espinhos, o punho fechado magoa e que era preciso votar em quem nos indica o caminho do céu”, numa clara alusão aos símbolos dos partidos...

Alfredo A. Faustino

26 de abril de 2009

Silêncios ensurdecedores

Narciso Mota não respondeu a nenhuma das perguntas colocadas pela da bancada do PS, e foram muitas.
E da bancada da maioria também não apareceram defesas e respostas.
Porque será?

PS: Esquecia-me do presidente da Junta de Freguesia de Carnide, que esboçou uma tentativa de defesa. Disseram-me depois, que o abnegado defesa tinha alugado umas tendas para as festas. Coincidências…!

Os meus remates ao ferro

A contenda iniciou-se com a PombalViva e as Festas do Bodo debaixo de fogo.
Os meus remates foram estes:
• Acham aceitável que se tenham gasto 70000 € em alojamentos e restauração (sem contar os 25000 para o Bob Sinclar)?
• Acham razoável que se tenham gasto 6000 € em juros, sendo este um evento pontual, que deveria ter proporcionado fluxos de caixa positivos?
• Acham razoáveis os cachets pagos a alguns artistas (por exemplo: 75000 ao Bob Sinclar, 11000 à Ana Malhoa, 12750 ao Fernando Mendes, etc.)?
Senhor Presidente,
• Como explica tamanho falhanço na gestão e no controlo orçamental das Festas do Bodo de 2008?
• Porque mentiu aos pombalenses e aos seus representantes aquando da apresentação da primeira versão das contas?
• Conhecia ou não, nessa altura, a derrapagem das contas?
• Teve ou não conhecimento da alteração das condições contratadas com os artistas (Bob Sinclar)?
• Se teve, aceitou a alteração às condições contratadas?
• Quem assina os cheques ou autorizações de pagamento de montante elevado? (por exemplo > 5000 €)?
• O senhor disse que foi enganado (iludido) pelo JVV neste processo. O senhor aceita quebras confiança e não faz nada? Que raio de gestor é o senhor?
• O senhor foi enganado ou quis ser enganado?
• O senhor não age porque não quer ou porque não pode?
• O senhor é vítima ou refém?
• Porque vai correr com Revisor Oficial de Contas?
• Finalmente: quando é que o senhor se disponibiliza a discutir na AM as constas das empresas municipais?

Um verdadeiro – “Galo”

...
"Viver num concelho economicamente parado. O fisco de arma apontada às empresas não lhes larga a porta, parte dos nossos impostos transitam para o poder local, e é o mesmo poder que esbanja milhares de euros oferecendo pão e circo aos contribuintes.
Começo a pensar que há intocáveis na nossa incompleta democracia, e que o sol quando nasce, não é para todos. Bem como quando chove, há abrigos privilegiados para alguns.

Os responsáveis pelos dinheiros públicos que dizem ter sido gastos sem controlo só tem um responsável – o presidente do conselho de administração da PombalViva. Tratando-se de dinheiros públicos deveriam ser julgados criminalmente e não politicamente como é o caso.
Não temos, portugueses que, por norma, contabilizar o custo das decisões politicas e, tão pouco o de responsabilizar os seus autores pelas respectivas consequências danosas."

Gostava de ter escrito isto!
Eliseu Ferreira Dias, O Correio de Pombal , 23 de Abril de 09

25 de abril de 2009

Salazar e o Estado Novo





EU LEMBRO, O QUE ME PERMITIRAM LEMBRAR E O QUE EU SEI.

Em geral, eu lembro e sei:
- Salazar era mesquinho e venal. Sacrificou um país e um povo à sua ganância fingindo desinteresse e vontade de servir, quando queria ficar com o poder todo e por todo o tempo (demitiu-se do M. Finanças fingindo querer desfrutar, apenas, da bucólica Coimbra).
- O Salazar era hipócrita e misantropo. Fingia-se de santo e de padreco. Teria uma fé, apenas por conveniência, com missas em casa a fazer de sacristão. Fingia-se puro e casto e usava os cofres do estado para prendar as amantes - não é este o problema, antes o fosse.
- O Salazar pouco fez pelo povo e pelo país. Quem o aguentou, foram a repressão, os negócios e os tráficos da guerra. O povo não tinha pão, nem roupa, nem calçado. Ele mandava tudo: o trigo, o milho, as conservas, o volfrâmio e outros materiais para alimentar o esforço de guerra NAZI. Fingia respeitar a Aliança Luso-Britânica, praticando a maior das infâmias e cobardias ao jogar com “pau de dois bicos”. Recebeu o ouro e valores das vítimas da guerra e do Holocausto. Aquilino Ribeiro em Volfrâmio e em Quando os Lobos Uivam, por exemplo.
- Salazar empobreceu o país mantendo o povo na ignorância e obscurantismo, alimentado com vinho, fado, fátima e futebol.
- Foi a Guerra, a fome e a miséria dos portugueses, e mais tarde, as receitas dos nossos emigrantes que lhe deram umas balanças comerciais excedentárias durante alguns poucos anos e mais equilibradas durante outros, e não, qualquer mérito especial do Salazar.
- Salazar não nos deu voto. Deu-nos Censura e Tarrafal.
- Salazar legitimou a perseguição e o assassinatos político dos opositores. (Catarina Eufémia, Humberto Delgado, António Lopes de Almeida e muitos outros). Deu-nos PIDES e deu-nos Bufos, deu-nos censuras e mordaças. Deu-nos isto e muito mais. Irene Flunser Pimentel, Luís Farinha, Vítimas de Salazar. Estado Novo e violência política, Esfera dos Livros, etc.
- Salazar praticou a perseguição e a tortura. Salazar tolerou e abafou a pedofilia, orgias de sexo e de drogas das famílias responsáveis e de respeito (Ballet Rose, Caso Burnay, etc), que o respeitinho era bonito.
- O Salazar recusou os investimentos do plano Marshall no pós guerra. Temeu que a abertura ao exterior lhe retirasse o poder e, com isso, prejudicou, deliberadamente, o desenvolvimento do pais. Queria manter um país decadente e rural, onde já era bom saber ler e contar. Não tolerava a liberdade de comércio, impôs o condicionamento industrial até para as padarias, assegurando os monopólios no mercado interno, e no acesso exclusivo aos recursos naturais e mercados das colónias. Leiam e estudem História factual e não a propaganda.
- Salazar boicotou e falseou eleições. Sacrificou e perseguiu os estudantes, os intelectuais, os camponeses, os operários, os sindicatos, mas permitia leilões de mão-de-obra esfomeada, ignorante e desqualificada, favorecendo as tecnologias obsoletas e produtos sem capacidade de concorrência no exterior.
- Salazar matou muitos dos nossos soldados e massacrou aldeias indígenas a napalm e à catana, mantendo uma exploração económica quase esclavagista com as “Leis do Indigenato”, mantendo esses povos ainda em maior ignorância do que na metrópole, julgando lá, como cá, que em nos mantendo na ignorância, viveríamos na suprema felicidade e ele no supremo poder. Escritos de Adriano Moreira sobre o tema e Massacres em Africa, Felícia Cabrita, Esfera dos Livros, etc..


Lagos, 24 de Abril de 2009

Jorge Ferreira
(30/10/60)

Assembleia Municipal

Em linguagem futebolística, pode dizer-se que a última AM era um confronto que prometia muito mas não correspondeu às expectativas.
Com o terreno inclinado, o árbitro a interromper e a cortar o ritmo do jogo e um adversário teimado em queimar tempo não se consegue um bom jogo, emotivo, tecnicamente bem jogado. Mesmo assim, conseguiram-se alguns bons lances, bolas no ferro e auto-golos.
Segue dentro de momentos…

Temos candidato


Conheci Adelino Mendes durante as Autárquicas de 1993 e logo percebi que estava ali um político de carreira.
Nos últimos seis anos, descontando o meu interregno forçado, trabalhei regularmente com ele, no PS e na AM. Confirmei a sua grande astúcia política e a sua enorme capacidade de trabalho.
Os últimos desafios fizeram-no crescer muito, não tenho dúvidas que é um quadro bem preparado para gerir uma autarquia da dimensão de Pombal. A candidatura à Presidência da CMP é o corolário de um trajecto, um desafio estimulante e à sua altura e a oportunidade para demonstrar que tem dimensão política fora do partido. Depende dele e das pessoas que o acompanharem. Ou seja, depende dele.
Força e felicidades, Adelino.

Comício do Salão Nobre

Em Pombal, Abril não passa.
Em Pombal, os partidos são uma maçada.
Em Pombal, a Democracia está suspensa porque esta Democracia não presta.
E entretanto, aproveita-se o dia 25 de Abril para fazer um comício no Salão Nobre da CMP.
É assim Pombal…

O nascimento de um país no feminino

Segundo o eminente sociólogo Boaventura Sousa Santos "só comemoramos o futuro. O que, num dado momento, se comemora do passado é o que se elege para o futuro". Cabe-nos hoje comemorar os 35 anos da revolução de 25 de Abril de 1974.

As revoluções, todas as revoluções, contém em si elementos de ruptura e de continuidade. Hoje, ao comemorar a revolução, estamos principalmente a comemorar a ruptura entre a sociedade actual e aquela que existiu no passado. O discurso apologético da ruptura tende, muitas vezes, a esquecer as continuidades. No entanto, elas existem e a sua referência é cada vez mais usual na boca do cidadão comum. É muito frequente ouvir, nos dias que correm, em pessoas de todos os quadrantes políticos, um discurso que enfatiza as continuidades. Para a direita, o Salazar não era tão mau como o pintavam e a sociedade não era tão amorfa como se possa fazer querer. Para a esquerda, as pessoas que hoje exercem o poder são as mesmas "do antigamente" e, como tal, a sociedade actual é igualmente injusta e autoritária.

Um antigo deputado municipal do PSD do nosso concelho afirmou publicamente que "o 25 de Abril marcou o início da destruição de Portugal". Façamos então um flashback até ao seu glorioso Portugal de então. Quem não se lembrar e preferir uma visão poética da mesquinhez que era o nosso país em vésperas da revolução de Abril de 1974, convido-o a ler Alexandre O'Neill, poeta já referido neste blogue. Não é necessário, no entanto, convocar os poetas! A inexistência de luz eléctrica a 2 km de Pombal, por exemplo, era uma realidade bem mais prosaica. Os 300 alunos do ensino secundário em todo o concelho aliados à maior taxa de analfabetismo de todo o mundo civilizado contribuíram para que todos nós tenhamos uma deficientíssima relação com a cultura e com a educação. Cinquenta anos de um regime que encarou a cultura e a educação como meros instrumentos para servir o próprio regime, tiveram o condão de "deitar ao lixo" sucessivas gerações. Vivia-se num país de 10 mil habitantes e não num país de 10 milhões, como hoje se pretende! Quem acusa o actual sistema de ensino (e com muita razão, na maioria das vezes), não se pode esquecer desse pormenor. Hoje queremos educar 10 milhões; ontem só queríamos educar 10 mil. Provavelmente ainda estamos a aprender como é que se faz.

Mas uma das maiores conquistas de Abril foi a de alterar radicalmente o papel da mulher na sociedade. A ditadura apenas confiava às mulheres a função de ser “a ânfora maravilhosa onde a vida se renova”. Num artigo publicado no Eco em 2003, referi que, segundo o código civil de então, "a administração dos bens do casal, incluindo os próprios da mulher e os bens dotais, pertence ao marido, como chefe de família". O conceito de chefe de família faz hoje parte do passado e o papel subalterno da mulher é inaceitável para as novas gerações. Enquanto a ideologia salazarista tudo fazia para que a mulher sentisse a sua inferioridade como um privilégio, quase uma benção divina, os ideais democratas pugnam pela igualdade e pelo respeito mútuo.

Viva o 25 de Abril! Vivam todas as portuguesas! Um beijinho para a Paula Sofia :-)

O meu 25 Abril

Há 35 anos estava internado num colégio com cerca de mil alunos que era o modelo do sistema de ensino desse tempo, profundamente repressivo, com recuso sistemático ao castigo e à agressão física. Nesse colégio não existiam alunos de classes pobres (sendo eu uma das poucas excepções) porque as mensalidades eram muito caras, mas as taxas de reprovação, logo nos primeiros anos do Liceu, eram superiores a 50%.
Há 35 anos havia a guerra e nós tínhamos medo dela.
Há 35 anos as pessoas davam o salto para a França para escaparem à miséria e/ou à guerra.
Há 35 anos a PIDE estava por todo o lado e também no meu colégio.
Há 35 anos o padre da minha freguesia punha e tirava pessoas da prisão.
Há 35 anos a minha aldeia não tinha água e luz, nem estrada transitável por viaturas.
Há 35 anos os capitães e militares de Abril desencadearam e concretizam um dos feitos mais nobres da nossa História: a libertação do jugo de um regime opressor e tirano que nos condenou ao isolamento e à miséria.
Há 35 anos os capitães e militares de Abril devolveram-nos a LIBERDADE, o valor mais importante, a seguir à vida. Pena que muitos, ainda hoje, abdiquem dela.
Obrigado capitães e militares de Abril.
Viva a LIBERDADE!

Farpas, um ano depois



O Farpas faz hoje um ano. Juntámo-nos à esquina da blogosfera para trazer à discussão tudo o que merecer, com Pombal como pano de fundo. Há um ano, sabíamos – os cinco, mais tarde seis – que a terra era adversa à longevidade dos blogues, que viriam os dedos apontados à figura de cada um dos “da casa”, que a água, sem ser mole, iria bater nas pedras mais duras. E mesmo sem as furar, as desgastaria. Elementar, meus caros.
À imagem da forma de estar de cada um, demos a cara. Às vezes até “o peito às balas”, num percurso nem sempre perfeito, mas honesto. E livre, como se quer.
E porque este blogue é, sobretudo, um exercício de liberdade, permite desde a primeira hora a existência de comentários. E aqui, predominam os tais “que se escondem atrás do ecrã”, num esforço desenfreado que prefere – talvez à maneira de Pombal – discutir pessoas em vez de projectos. Virá o dia em que mudaremos esse hábito? Pode ser que sim.
Nós por cá continuaremos a farpar nesse medo instalado, nessa mordaça mansinha, nesses actos e contrições de que é feito o nosso presente, do que quiserem fazer do nosso futuro. Daqui a dias é Maio, outra vez. Como foi há 35 anos, na mais bela alvorada que fez sair para a rua um país de esperança, que então comemorava a Revolução dos Cravos, uma semana antes.
E se fizermos de Maio a nossa luta…isto vai! como dizia Ary.
Viva a Liberdade!
Adelino Malho
Adelino Leitão
Adérito Araújo
Daniel Bento Alves
João Melo Alvim
Paula Sofia Luz

24 de abril de 2009

A notícia oficial que já era oficiosa

Adelino Mendes é, oficialmente, o candidato do PS à Câmara Municipal. Depois de reunida ontem a noite, a concelhia tornou público e oficial o que há muito era oficioso.
Este não será uma fardo leve de carregar.
Porque o PS tem, desta vez, dificuldades acrescidas: É Narciso Mota que "engoliu" o PSD e pouco precisará de fazer campanha. É a crise que deixa o eleitorado danado e baralhado e por isso é fácil descarregar naqueles que estiverem à mão, desde que se apresentem com as cores do Governo. É a herança de um partido que mirrou em 1993, quando Armindo Carolino extremou posições e recusou assumir o lugar na vereação. São os erros de casting sucessivos na escolha de candidatos (honra seja feita a Joaquim Guardado, que lá ficou, como lhe competia), com as últimas autárquicas como cereja do bolo. Quem não se lembra de ouvir Sérgio Leal garantir que seria o candidato nestas eleições. Pois sim. Ele e companheiro Rui Miranda, que passaram por todos os estádios, desde inimigos a amigalhaços. Antes disso foi António José Rodrigues, mais António Calvete (sim, sim, ele foi do PS. Vereador, Deputado da Nação, Presidente de Junta, candidato à Assembleia Municipal. E fontes bem informadas dão-no como certo no lugar de mandatário de Narciso), Mário Diogo e o não menos importante Carlos Barros.
É pesada a herança, sim. Tal como já disse, não fosse o facto de tudo estar escrito e gravado, poderíamos até pensar que foi tudo obra de ficção.

23 de abril de 2009

Há mudanças

E para melhor.
Pedi ao Senhor Presidente da AM as contas das empresas municipais e os orçamentos das Festas do Bodo de 2008 e 2009.
Acabo de receber a documentação, com relativa celeridade e sem as polémicas do passado recente.
Ganha a democracia, em transparência e escrutínio. E evitamos chatices e conflitos.

22 de abril de 2009

Falemos de Abril

Ouve-se na Rádio Cardal, à terça-feira, o que resta em Pombal do debate político (quase) livre de fundamentalismos partidários. O programa tem por nome "50 minutos" (é o antigo Cardal Antena Aberta, para os mais distraídos) e por lá opinam Diogo Mateus, Adelino Leitão e João Melo Alvim, numa mistura de ideias tão necessária quanto explosiva. Foi o caso de ontem, quando se discutia a Revolução.
Apanhei o programa já em andamento, mas fui a tempo de ouvir Diogo Mateus fazer uma certa defesa de outros tempos. E depois João Alvim a dizer-lhe que não, que só falta hoje responsabilização, a tal responsabilidade da liberdade. E Adelino Leitão a enfurecer-se, pois que sentiu "o clima", como ele muito bem lembrou. E o "clima" é coisa que não se mede, não se quantifica, não é objectivo SMART dos tempos modernos. Mas sente-se, sim. Eu não vivi nesse tempo (felizmente para mim), mas tive a sorte de nascer numa casa onde me contaram a História. E conheço muita gente que viveu antes de Abril. E acredito neles. E vou esforçar-me para que os meus filhos cresçam a saber que houve um tempo em que não se podia pensar alto, sequer. Que um avô foi para a guerra colonial sem opção de escolha. Que outro fugiu "a salto" para França, para não ir. Que o tio-avô morreu louco, já por cá, depois de voltar da Guiné. E que apesar dos pesares, das ameaças à liberdade de expressão que pairam amiúde e espreitam à esquina, mil vezes assim do que como dantes. Mil vezes, Diogo.

Demagogia

A qualidade da democracia de uma determinada sociedade não se afere apenas, por exemplo, pela inexistência de um aparelho estatal (ou outro) que reprima o exercício da liberdade de expressão ou de imprensa.

Com efeito, para que um regime democrático atinja o mínimo exigível de qualidade é também necessário que os respectivos intervenientes políticos sejam sérios e capazes.

Ora, o debate sobre as eleições europeias a que assistimos no programa "Prós e Contras" da RTP 1 foi - se dúvidas, claro, ainda houvesse - elucidativo acerca da qualidade dos nossos políticos e, consequentemente, da democracia Portuguesa.

De facto, foi absolutamente confrangedor assistir a um debate pautado pelo insulto pessoal, pela total ausência de ideias e por uma demagogia que já nem sequer se preocupa em ser coerente na aparência.

17 de abril de 2009

Revista de imprensa

Liga-me um colega da TVI que vem a caminho de Pombal. À rua do Fidalgo Aprendiz (volta Gentil, estás perdoado...), a propósito da inauguração de mais uma ideia de Pedro Martins, que não precisaria de ser vereador para desempenhar tão bom trabalho, mas já que é, que se mantenha, pois que a terra é de extremos e não há espaço para quadros intermédios. Helàs...
A ideia consiste numa experiência que, por uma vez, permitirá que se fale de Pombal à escala nacional por bons motivos.
No rescaldo das amêndoas amargas que o administrador-fashion da Pombal Viva saboreou por estes dias, à laia de digestão tardia da festança do último Bodo, fica o registo da corajosa abordagem ao tema por parte do Correio de Pombal. Temporariamente só* como semanário, traz um trabalho escorreito de Nuno Oliveira sobre a derrapagem nas contas. Sendo que nos últimos tempos a informação na hora certa e sem medos tem sido praticamente um exclusivo do Notícias do Centro, é de louvar a...ousadia do OCP.

*Parece que estes senhores estão a caminho de Pombal com um semanário gratuito. Boa sorte!

Ponto prévio

O ponto de partida deveria ser o que é que se quer fazer com Pombal? Para onde é que Pombal deve caminhar? Temos um passado que condiciona (ou define, consoante as barricadas) o caminho a tomar. Mas o que deveria, digo eu, nortear a acção de quem gere é o saber onde se quer chegar, traçar o objectivo para depois definir a estratégia a adoptar para lá chegar. Para poder ponderar as hipóteses e escolher as opções que mais o ajudem a chegar ao destino.

É suposto fazer Pombal concorrer com Coimbra e Leiria para não ficar meramente "entalada"? Então como é que se faz? Quais são os investimentos, as opções estratégicas, as associações, os projectos que devem ser abraçados? É suposto assumir que essa concorrência é ilógica, mas que Pombal pode ser um centro, digamos, intermédio, que contribui para o crescimento regional à sua escala e beneficia dele? É suposto Pombal tornar-se a locomotiva do Pinhal Litoral Norte e do Pinhal Interior, aproveitando as suas ligações priveligiadas? Mais uma vez, como? Através de que instrumentos? Quais as áreas sectoriais (indústria, turismo, o quê?) que têm de ser desenvolvidas/alvo de aposta?

O passado tem de ser discutido, nomeadamente para perceber se as apostas que, nestes 35 anos foram sendo feitas, foram as mais acertadas para o desenvolvimento de Pombal, para que todo o potencial que este concelho tem seja mesmo atingido. Sem a avaliação crítica, séria e rigorosa do que foi feito, com assunção de erros e responsabilidades, a discussão de preparar o futuro sairá sempre coxa. Mas sem se traçar um rumo, não apenas com ciclos de 4 em 4 anos, também é essencial. Por isso é que os programas eleitorais são, muitas vezes, depósitos de palavras a quem ninguém liga, porque representam apenas a espuma dos dias (da altura) e os chavões que parecem mais lógicos. Mais que ideologias partidárias, deveriam disputar-se, em ano de eleiçõe, a capacidade de avaliar criticamente o passado e as ideias sobre o futuro. Sem isso, é reduzir a Política a mera clubite e a confronto de caciques.

16 de abril de 2009

As ideias ou a falta delas

As opiniões aqui expressas sobre as forças políticas locais, nomeadamente a distinção entre as têm ou não têm ideias para Pombal, roçam o ridículo e o mais descarado facciosismo.
Antes de discutir o ter ou não ter ideias convinha esclarecer o que é ter uma ideia (ou ideias) para Pombal. Se ter ideias é: apontar uma medida, uma acção ou um conjunto delas; então todas as forças políticas têm ideias, e até demais. Costumo chamar a isto intenções ou palpites. O seu valor é reduzido ou nulo, por isso a maioria delas não passa do papel dos programas eleitorais. Quando estão minimamente alinhadas com uma necessidade de grupo ou lugar tendem a ser concretizadas.
Os partidos, a nível local e também a nível nacional, não têm grandes ideias para apresentar aos cidadãos. Ter uma ideia pressupõe ter uma visão para a comunidade, um modelo de desenvolvimento assente em vantagens comparativas e um programa de acção concreto e alinhado com o modelo. Como isso dá trabalho e requer estudo, compreensão da realidade e massa crítica para o fazer tendem a transformaram-se em estruturas para ganhar ou participar nas eleições.
Quando não se confrontam visões e modelos de desenvolvimento as eleições resumem-se a um duelo nas urnas. Infelizmente, é a isto que temos assistido e é disto que os maus políticos e os eleitores pouco exigentes gostam. Ganha sempre um, mas perdem, quase sempre, as populações. Como a realidade demonstra!

PS: O PS quando divergiu e criticou o executivo municipal apresentou, sempre, propostas alternativas.

Festival de teatro de Pombal


Este fim-de-semana, pelas 21h30, no teatro-cine, o Teatro Amador de Pombal vai estrear a sua nova produção "O que não vi", criado a partir do (excelente) livro de Javier Tomeo "Histórias Mínimas". Este espectáculo abre a edição de 2009 do Festival de Teatro de Pombal.

De louvar a vitalidade do TAP e a iniciativa promovida em parceria com a Câmara Municipal. O livre trânsito para todo o festival só custa 1o euros.

15 de abril de 2009

Modelo no Casarelo

Falava-se nos terrenos da Beiroleo, o que até se compreendia, mas não, é no Casarelo.
Comem o melhor naco, com a conivência do executivo camarário.
Ficamos mais pobres. É a nossa sina.

Falta de ideias

Em vários comentários que li recentemente, a oposição em Pombal é acusada de falta de ideias. Para contrariar essas afirmações, envio o link para a página da CDU das últimas autárquicas.

Por curiosidade: alguém se lembra de ter visto alguma coisa semelhante da parte do PSD?

14 de abril de 2009

Derrapagem das Festas do Bodo (IV)

No debate de hoje na RC, Diogo Mateus contestou os números da derrapagem das Festas do Bodo avançados pela imprensa local.
Segundo ele, o prejuízo nunca poderia ser superior a 300.000 € porque os resultados da Pombal Viva foram, só, -267.000 €.
Isso é que temos aqui uns gestores da coisa pública! A fazer deficits e explicá-los.

Derrapagem das Festas do Bodo (III)

Uns do lado da aldrabice outros do lado da transparência.

13 de abril de 2009

Empresas Municipais

Existem grandes benefícios na opção da gestão da cultural por uma empresa municipal. Desde logo, o facto desta se poder constituir como entidade de Direito Privado, permite a agilização de processos fruto de uma menor carga burocrática. Por outro lado, as empresas municipais têm mais capacidade para se relacionar com outros agentes culturais da cidade e com as empresas, criando parcerias e redes de trabalho com vantagens inegáveis para a vida cultural do município.

Mas para que a sua actividade seja produtiva, terá que ser enquadrada num plano estratégico a longo prazo, definido pela autarquia e assumido pelos diversos agentes culturais, pelas empresas locais e pelos partidos políticos por forma a não ser contingente aos ciclos eleitorais. Por outro lado, a escolha do seu responsável deverá ser assente em critérios meramente técnicos.

Não é esta a realidade que temos em Pombal. Em primeiro lugar, não existe qualquer plano estratégico. Veja-se o exemplo das Festas do Bodo: se olharmos para o seu programa, constatamos que é tão pouco imaginativo que não pode servir nenhuma estratégia minimamente pensada. Por outro lado, a Pombal Viva não incentiva as parcerias com agentes locais, ao contrário da vereação municipal que promove o excelente festival de teatro em parceria com o TAP. Finalmente, na nomeação do Sr. João Vila Verde pesou mais a cor do seu cartão do que a sua qualidade como gestor (que agora se provou ser muito pouca).

Neste momento fala-se em retirar autonomia à empresa municipal. Mas isso vai contra toda a lógica da sua existência e revela que a autarquia apenas olha para a Pombal Viva na perspectiva das eventuais vantagens burocráticas. O que se exige à Câmara Municipal é que actue com rasgo e inteligência e que aproveite o momento para repensar a sua (falta) de estratégia numa área tão estruturante como a cultura. Mas isso é pedir demasiado a um executivo que sempre pautou a sua actuação na lógica do despotismo iluminado.

12 de abril de 2009

Derrapagem das Festas do Bodo (II)



Narciso Mota vê em João Vila Verde um exemplo de “competência e profissionalismo”.
Pergunto: onde é que está o incompetente? E o aldrabão?
Aditamento: desconfio que o incompetente ainda vai ser o revisor oficial de contas.

11 de abril de 2009

Sim, ainda o Bodo

A 3 de Outubro de 2008 escrevi: "O facto de ter gostado do meu Bodo (leia-se dos concertos) não me impede de, perante os números, de achar que o Bodo, naqueles moldes, não correu bem. Aliás, "não correr bem" acaba por pecar por defeito. Não se conseguiu atrair o número de pessoas que tornaria a festa auto-sustentável, que é a fasquia no mínimo exigível, e a desculpa do 1º ano não vale para tudo. Voltar ao modelo anterior? Não. Reequacionar este, tornando-o sustentável, isto é, evitando o prejuízo (..)".

Escrevi o texto acima com base nos 100 mil euros de prejuízo. Demasiado, sempre, mas ainda passíveis de, no futuro, com cortes na "gordura" e mais racionalidade, virem a ser reduzidos procurando a sua sustentabilidade. Recentemente, numa conversa pública, na Rádio Cardal, com João Vilaverde, perante a admissão de quem nem tudo teria corrido bem, assumindo que se procuraria um investimento semelhante desde que gerasse menos custos, admiti a possibilidade (lógica) do Bodo poder caminhar para a sua auto-sustentação, o que seria o seu patamar óptimo e desejável. E a única solução lógica e racional.

É claro que para esses raciocínios partia-se sempre do quadro apresentado, aquele que tinha por base os números apresentados em Setembro e agora completamente desacreditados pois o prejuízo, afinal, era 2 vezes superior ao anunciado. Por isso impõe-se naturalmente uma questão:

Por que motivo é que a derrapagem só foi assumida depois de se ter apresentado o Bodo para 2009?

Só me ocorre uma resposta: é que assim continua a garantir-se uma festa que, apesar de não andar minimamente perto de se conseguir sustentar, ainda é em "grande", voltando ao normal para o ano, já bem depois das eleições.

E, com todo o respeito por opinião contrária, nomeadamente do meu amigo Eng. Rodrigues Marques, promover Pombal é sempre um bom princípio, sempre tendo em conta o custo/benefício. Use-se, para lógicas de promoção, o Euro 2004 como exemplo: promoveu Portugal, mas o que deixou depois? Veja-se a nossa capital de Distrito, por exemplo. Não fosse o desperdício e, se calhar, não se torcia o nariz ao Mundial 2018. Isto para dizer que, com prejuízos destes, festas do Bodo serão sempre custo e nunca investimento. Haja um modelo que consiga ser mais equilibrado (e isso dá outra discussão) e talvez depois se fale em investimento.

E isto porque gastar sim, quando se assume, de forma sustentada, um retorno satisfatório. Admite-se a insistência quando, apesar de nem tudo correr bem, se adopta o princípio de aprender com os erros e aprimorar processos, desperdiçando menos dinheiro. Mas qualquer benefício da dúvida se evapora quando os processos são tudo menos transparentes como, afinal, se veio a revelar ser caso presente. Afinal, a derrapagem em causa (200%) mina qualquer pretensão de credibilidade.

Acrescente-se que não se pode exigir transparência e responsabilização quando a côr é uma e esquecer isso quando a côr é outra. Há uma derrapagem grave, censurável e que implica a responsabilização dos responsáveis, passe o pleonasmo. Que, acrescente-se, não se reduzirão apenas ao administrador-executivo da PombalViva mas inclui também o próprio Presidente da Câmara que, enquanto vocifera violentamente contra desperdícios e incompetência de outros, não pode esperar passar agora por entre os pingos da chuva quando, na hora da verdade, a responsabilidade política é sua.

8 de abril de 2009

Bodo party

Sem prejuízo de se visualizarem todos os vídeos (únicos, imperdíveis, cada um à sua maneira), atentem, senhores, no que diz João Miguel. O oráculo não indica de quem se trata, mas a malta sabe que é um cantor ali de Leiria, que não raras vezes canta com a banda da Kiay, no Cabaret, e fez uma incursão por uma boys band aqui há tempos. Tem um álbum novo, informa ele.
Na apologia do Bodo, que fez aos microfones da Rádio Cardal - ou a Isilda só emprestou a voz à Pombal Viva? Ou a rádio vai ter um papel preponderante no espectáculo? - diz ele que "o país pára para vir ao Bodo". Menos rapaz, menos...

7 de abril de 2009

Demagogo

A propósito da polémica da Factura da Água, Diogo Mateus classificou os dirigentes do PS de intelectualmente desonestos.
Quem não tem argumentos ataca as pessoas.
Diogo Mateus formou-se no caldo da demagogia. Decididamente, a intelectualidade não é o seu forte.

Comentários

Este blog também se tem feito dos comentários, maioritariamente anónimos (infelizmente). E continuar-se-á a fazer, se …
Os comentários insultuosos, particularmente os anónimos, serão eliminados (já que não é possível editar o comentário e retirar a parte insultuosa).
Aqui a opinião é livre, desde que responsável.
PS: Domingo eliminei comentários anónimos que poderiam ser considerados ofensivos pelos visados (comentadores identificados do Farpas). Respeito muito quem assume as ideias e as opiniões.

Uma bom notícia e um bom vereador

Pombal vai ser a primeira cidade portuguesa a adoptar a tecnologia LED na iluminação de uma rua. Excelente notícia! Para além de provocar uma substancial redução do consumo energético, a solução tem grandes vantagens ambientais e de gestão.

Esta tecnologia foi já testada, com sucesso, nos EUA, no Canadá e muitos outros países. A nossa Câmara Municipal e o vereador da Energia, Pedro Martins (sempre ele...), estão, pois, de parabéns!

6 de abril de 2009

R. MARQUES A PRESIDENTE DO SPORTING DE POMBAL, JÁ!



R. Marques foi eleito nos últimos tempos Presidente da Rádio Clube e Direcção dos Bombeiros Voluntários de Pombal. Sabendo nós que além destes insignes cargos, é Presidente da Junta da Freguesia de Albergaria dos Doze e Associação dos Industriais de Pombal, e que no Sporting Clube de Pombal o actual director não se irá recandidar, daqui desafio o Sr. Engenheiro a candidatar-se a mais um lugar de Presidente, agora o do Sporting. Faria quase o pleno. Para bem do associativismo e da social democracia. Por isso daqui lanço a seguinte palavra de ordem: RODRIGUES MARQUES A PRESIDENTE DO SPORTING CLUBE DE POMBAL, JÁ!!!

Meus caros amigos*,



Aqui vai, com especial dedicatória para todos aqueles que se consomem a destilar fel,uma das pérolas de Chico Buarque. Foi o meu amigo Adelino Leitão que me fez voltar a ouvi-la, aqui há dias, quando era convidado no "Ronda Columbina", programa de Daniel Abrunheiro que habitualmente vai para o ar à sexta-feira, no éter da Cardal FM. Isto quando não há especiais lúdico-informativos sobre as festas do bodo.

*qualquer semelhança entre o título do post e o início dos discursos de um presidente de Câmara perto de si é mera coincidência.

5 de abril de 2009

A propósito do Go!Shopping

Manuel Gonçalves (ACSP) dixit: “teremos um caos urbanístico tremendo, com montras vazias, ou tapadas com papéis a preencherem ruas sem vida, sem luz e sem segurança”.
A oposição, o PS, ainda não tinha ido tão longe.

4 de abril de 2009

O último grande Herói


Não posso deixar passar esta data em claro: decorrem hoje 17 anos sobre a morte de um homem a quem devemos, mais do que a nossa Liberdade, um exemplo a seguir em termos de dedicação, coragem e abnegação. Fez o que sentiu que devia fazer e retirou-se, apenas para ser esquecido e maltratado por um país ingrato que condecorou PIDEs enquanto o deixou abandonado na doença. Mas é certo que nunca lhe tirou a dignidade que, ainda hoje, envergonha alguns e inspira muitos outros. A Salgueiro Maia, a minha homenagem pessoal por, no momento certo, não ter virado as costas à História.

3 de abril de 2009

Não há limites

Nao há limites para a crise.

Não há limites para a crise directiva nas associações.

Não há limites para a crise directiva nas associações de Pombal.

Mas pelos vistos há limites para chegar ao poder das associações. É preciso ser sócio!

Até no Sem-Limites é preciso ser sócio para ser dirigente. Que chatice.

Com rapazes tão disponíveis para emprestarem o seu tempo, a sua carolice, enfim, a sua presença fashion aos desportos radicais e aos passeios todo-o-terreno, como é que isto foi acontecer, hã?

(P)(S)(D) sou eu

Tirando 1974, ano em que ninguém governou, e 1975, ano em que o amanhã quase cantou, há coisa de 34 anos que somos desgovernados, alternada e inalternativamente, por um par de jarras de sigla-clone: o PS(D) e o (PS)D. Para este totobola não contam nem o partido dos eucaliptos, que foi CDS e agora é PP, nem a coligação dos rabos-de-cavalo, que foi UDP e PSR e agora é BE, nem o partido da cassete contra-o-grande-capital-e-as-políticas-de-direita. Portanto, a culpa disto tudo é minha.
Três décadas e quase meia de PS(D) e/ou(PS)D: e a culpa é minha. Já não assobio para o lado. Quando raspo a barba, barbeio, olhos nos olhos, o culpado disto tudo.É certo que tenho alguma gramática, mas nenhum cartão, sequer de multibanco (ou multibando, conforme a perspectiva).
É verdade que possuo dois pares de sapatos, um de pantufas e outro de chinelos de banho, mas nenhum sítio para onde ir.
É real que tenho certa queda para a poesia, mas lugar algum onde cair morto, quanto mais poeta.
A culpa é minha. O senhor Flaubert era Madame Bovary. (P)(S)(D) sou eu: Patego, Sonso, Desequilibrado; Picuinhas, Sentimental, Doidivanas; Portuga, Seminal, Delicodoce; etc.
Quando me casei com esta senhora que hoje me tem, ela não sabia. (Fiz por lhe não contar, que isto de ser burro também tem seus dias não contados. Morrendo, fina-se a burrice que é um mimo.)
O problema é enquanto não se morre. Nasceu-se, nasceu: nada a fazer. É aguentar a coisa, trinar o fado com o fiapo de bacalhau a apodrecer a anfractuosidade dentária, benficósportingar umas minis, chupar o mata-ratos e saudades à prima.
Mas à noite, enrolado na fria lona que resgatei ao espólio da tropa, consolo-me todo de o (P)(S)(D) ser eu.
Eu e tu também, meu culpado leitor: não assobies, que tens espuma de barbear na boca.

Daniel Abrunheiro

2 de abril de 2009

É isto o poder local…

Domingos Névoa, condenado em Lisboa por um crime de corrupção no poder local foi indigitado para presidente de uma empresa intermunicipal em Braga. Indigno.
Mas o mais sintomático e grave é que foi eleito por UNANIMIDADE!
Eis o grau zero da decência política!

Como é que dizia Gandhi?

Primeiro de Abril

Ao ler que o Castelo de Pombal iria ser demolido e reconstruído por questões de segurança, facilmente se chegava à conclusão de que só podia ser mesmo coisa do Dia das Mentiras (e muito bem inventada, sim senhor). Mas há sempre uma fracção de segundos antes que 2+2 sejam 4 em que uma pessoa, atendendo a outras ideias peregrinas, ainda se interroga se tal coisa seria possível...

Já agora, e como devem ter notado, também o Farpas aderiu ao 1º de Abril.

1 de abril de 2009

Mais um a farpar

Depois da "lufada de ar fresco"que foi a chegada de Adelino Leitão a este canto da blogosfera (citando Carlos Ribeiro da Silva), é chegada a hora de alargar a coluna "os da casa" ao pensamento escorreito, à escrita poética, enfim, à mente aberta do mais alto representante do povo de Pombal. Trata-se, claro está, de Narciso Mota, presidente do município.

Não raras vezes o autarca expressa, publicamente, a vontade de responder aos críticos e aos que escrevem artigos de opinião. Pois bem, é chegada a hora de aqui ter a vez e a voz. É que o Farpas desenvolveu um sistema da mais avançada tecnologia que permitirá ao engenheiro gravar os seus post's, sempre que o assunto o justifique, permitindo ao leitor usufruir da realística qualidade sonora das intervenções mais acaloradas.

A partir de agora este será, verdadeiramente, um blogue sustentado, harmonioso, enfim, charneira.