25 de agosto de 2016

Obras paradas


Logo depois deste post, foi um ar que se deu às máquinas em movimento. Sendo assim, resta-nos agradecer ao Município de Pombal este acto nobre de saber ler o Farpas e emendar o erro. Vêem como não custa nada fazer as coisas bem feitas?

24 de agosto de 2016

Subsídios sagrados III

A CMP atribuiu, por unanimidade, um subsídio de 2.800 €, à Fábrica da Igreja Paroquial de Pombal, para a publicação do Boletim “Luz e Esperança”.

A pantomima religiosa prossegue.

22 de agosto de 2016

Subsídios sagrados II

A CMP atribuiu, por unanimidade, um subsídio de 7.500 €, à Fábrica da Igreja Paroquial de Santiago de Litém, para a obras no recinto da capela.

18 de agosto de 2016

A tórrida Silly Season

A silly season vai tórrida, no clima e na política local. Com os dois galos no terreno, em marcação cerrada, voltou a terceira via – o frango.
Da oposição nem sinal de vida.
O príncipe perdeu o pé, tenta acertá-lo mas troca-o a cada passada mais arrojada. As inflexões bruscas não rendem dividendos - a populaça, com o tempo, foi percebendo as manhas dos políticos - e a aproximação aos súbditos marca passo ou regride, apesar do esforço para refrear a altivez; pese embora as penitências custosas, como interromper férias para ir a procissões e arraiais. Mas o piedoso cristão não cola com o gambuzino pagão, o aristocrata não casa com o mundano e a colagem a apoios que desabonam também não.
O príncipe está mal assessorado, com estratagema seguido perde nos dois terrenos: na câmara e na rua. Como centralizou tudo em si, e passa agora mais tempo por fora, a câmara entrou em serviços mínimos – em modo eleitoral. Os ministros (que nunca o foram) nada decidem e nem verdadeiros despachos dão, limitam-se ao mínimo: a roda-viva por festas, arraiais e procissões. E até isso fazem a contragosto, porque sabem que o presente não tem futuro, independentemente do destino da coisa. Entretêm-se, por lá, divertidamente, a achincalhar o pai. Os dirigentes há muito que estão em serviços mínimos, mais preocupados em não fazer (não errar) do que em fazer.
Chegados aqui, a terceira via foi reactivada (se alguma vez esteve morta). Compreende-se: uma estrutura partidária que se acha invencível não pode aceitar papel de simples expectadora de uma luta de galos que não regula. Daí, empurra novamente Pedro Pimpão para a frente, e este está já no terreno a avaliar e a conquistar apoios. O arriscado estratagema dos líderes do partido passa por, primeiro, eliminar os dois galos, fragilizando-os e forçando-os à desistência, e, depois, lançar a terceira via, o partido, o eterno-jovem Pimpas. A coisa parece clara e transparente. Mas incorrem na mesma tolice da mosca quando se depara com a janela de vidro: pensa que algo transparente não oferecerá resistência ao atravessamento. Puro engano. Chocam de frente com a realidade: dois galos duros de roer.

Nesta grande procissão do destino, bastaria a Narciso Mota esperar sentado. Só que – e há sempre um “se” nestas coisas – Narciso Mota não gosta de estar sentado e de esperar. 

17 de agosto de 2016

Hey, DJ, falta saber o preço das Festas do Louriçal


Quando em Julho de 2015 foi constituída a associação recreativa Critérios e Tradições, com sede no Louriçal - cujo principal objecto é organizar as festas de Agosto - estava aberto caminho para que os poderes públicos contribuíssem para a boda. A Junta de Freguesia assegura "oficialmente" 10 mil euros, mais a iluminação e outras miudezas (que rondarão os 30 mil euros) e a Câmara Municipal mostra a generosidade galopante para com o Louriçal com um apoio de 5 mil. O presidente da comissão/associação/organização é o benemérito António Calvete, que - já se sabe - é uma alma generosa. Este ano quis verbalizar todo o sentimento louriçalense ao discursar, na abertura das festas. Toda a gente percebeu que está encontrado o director de campanha de Diogo Mateus (João Pimpão, já foste), tal o nível elogioso que imprimiu nas palavras que lhe dirigiu.  Disse também que nunca o Louriçal conheceu um executivo da Junta tão bom como este, o que é de uma abnegação sem tamanho, já que ele próprio foi presidente da mesma junta. É certo que isso só aconteceu "porque já na altura o José Manuel não quis". No Louriçal, todos sabem disso. O actual presidente escudava-se sempre no facto de "ter uma porta aberta". Ora aí está: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A porta continua aberta e a Junta...também.
Desse momento único na sessão solene das Festas do Louriçal ficam duas impressões:
1. Ninguém sabe quanto custam as festas. 
2. Não há almoços  discursos grátis.
Mas sabe-se que os recintos ficaram mais vazios este ano. Nem todas as colectividades acederam pagar entre os 500 e 2000 euros (para alguns pequenos expositores 300 euros também é dinheiro) dependendo do espaço, ao que acrescia a venda obrigatória das pulseiras, 10 euros cada, para os quatro dias de festa. Talvez os mais antigos se lembrem como a ganância matou as festas do Louriçal, há muitos anos, antes de renascerem nos anos 90. E esses também mereciam alguma programação, durante o dia, que não fosse apenas o rancho e a banda filarmónica, nos dias 13 e 15.
O resto esquece-se tão depressa como aquela intenção manifestada em tempos por certo ex-vereador, ao tempo de Narciso Mota, que por tudo queria convencer o então presidente a demolir a casa de Calvete, por falta de licença. Mas isso foi noutra vida.


11 de agosto de 2016

Pimpão deputado e Pimpão líder local do PSD




A modéstia e a imodéstia são duas faces da mesma moeda. Mas o elogio de boca própria é vitupério. Se fosse por algo excepcional, haveria atenuante; agora pela assiduidade!!! Actualmente, até o profissional mais básico sente remorso com elogio insincero ou despropositado. Pior, ainda, quando o (falso) elogio está associado ao que se faz em proveito próprio.

9 de agosto de 2016

Onde pára a praça de Táxis?

Está a tornar-se provisoriamente definitiva a localização arranjada à pressa, há três anos, para os táxis da cidade de Pombal. Se bem se lembram, estavam ali ao Cardal, antes da regeneração urbana. Pela dose de paciência manifestada até agora, os taxistas de Pombal não são apenas a antítese dos de Lisboa: merecem a medalha municipal da tolerância, exequo para quem utiliza o serviço, na sua maioria idosos. De forma que o senhor Cardoso, 90 anos já batidos, tem um dilema de cada vez que vem a Pombal, à segunda-feira: esperar pelo autocarro até às 18, e desidratar nos 40º à sombra, ou apanhar um táxi, mal se despache das suas voltas, e desidratar mais depressa.